quarta-feira, 13 de março de 2013

Um ciclista angustiado

Primeiro gostaria de dedicar este texto a todos os meus amigos que andam de bicicleta e a minha família.

Dia maravilhoso hoje para voltar a pedalar forte. Inscrição feita para uma prova no final de abril, motivação a toda, amigos apoiando, bike com pneu cheio, tudo perfeito. Pé na estrada, ou melhor, bora rodar... Mas já nos primeiros quilômetros me deparo com pensamentos que normalmente não me incomodam.

Eu sempre, sempre mesmo, quando saio cedíssimo, normalmente perto das 5hrs da manhã para pedalar, dou um beijo na Luisa e na Dri, sempre com elas dormindo ainda. Esse é um hábito que me protege do mal, que me conecta com minha família, que me dá a impressão que nada irá acontecer de ruim comigo por que eu tenho elas para me proteger.

Hoje não foi diferente, mas ao contrário de me sentir protegido, me senti frágil e com a responsabilidade de voltar pra casa com segurança.
Esse sentimento não mudou à toa, nos últimos tempos temos visto uma série de atentados contra a vida de ciclistas que me puseram a pensar o que normalmente ignoro, os riscos que estou correndo.
A última notícia sobre o ciclista que teve o braço amputado pelo choque decorrente do atropelamento me pareceu tão brutal quanto ignorante. E os exemplos dessa ignorância não são poucos, é um atropelamento de um grupo em Porto Alegre, um caminhão que atropelou um ciclista na rodovia, na Avenida Paulista nem sei quantos. Quantas bicicletas brancas teremos expostas em São Paulo até que todos nós tenhamos consciência dos riscos e das responsabilidades de nos proteger uns aos outros? Ou seria da responsabilidade que temos de coexistir com segurança e paz?

Me senti tremendamente angustiado hoje com essa série de pensamentos. O ciclismo é importantíssimo para mim, para minha saúde mental e física. Sou apaixonado pelo esporte, assisto provas de BMX, Down Hill, Estrada, Contra Relógio, MTB, Velódromo, não importa. Adoro ver um palhaço fazendo graça no monociclo. Quando vejo um casal numa tandem penso em ter uma para mim tb.. Enfim, não quero de forma nenhuma pensar em parar de pedalar. Mas será que conseguirei? Será que quando eu sair para o próximo treino, depois de beijar a Luisa e a Dri, terei coragem de sair de casa para rodar nas estradas? Espero sinceramente que sim.


Queria deixar, então, algumas dicas de segurança para que todos interajam melhor uns com os outros, inclusive entre ciclistas:

*Se avistar um ciclista pense que ele pode cair e mantenha distância;
*Ciclista, se mantenha no acostamento quando possível e tente se manter visível;
*Se um ciclista fizer um sinal de mudança de faixa, para se manter na estrada, às vezes, só tirar o pé do acelerador já dá o tempo necessário para a segurança de ambos;
*Ciclista, avise com o braço se quiser mudar de direção. Espere também quando necessário. Não entre na frente de um carro só por que você acha que tem preferência;
*Ciclista, agradeça uma gentileza. Gentileza gera gentileza;
*Respeite a distância do ciclista. Essa distância pode evitar um susto por parte do ciclista e evitar uma queda.
*Não dispute velocidade com um ciclista, certamente você vai ganhar e pode pôr a vida de mais gente em risco;
*Respeite a faixa exclusiva para ciclistas;
*Ciclista, use a faixa sempre que estiver no seu caminho;
*Será que vale a pena acelerar para entrar em uma rua na frente de um ciclista? Você pode colocar a vida dele em risco e não ganhará tempo adicional por isso. Se avistar um ciclista deixe ele passar primeiro antes de entrar onde gostaria;
*Ciclista, use capacete sempre, seja visto pelos outros, assobie, grite se necessário, mas não xingue, não fale palavrão aos outros, não ofenda. Queremos ser respeitados e não odiados;
*Ciclista, respeite os pedestres, pare no semáforo vermelho, obedeça as leis de trânsito;
*Não dirija embriagado, não pedale embriagado.

Podem parecer dicas óbvias, mas tenho certeza que evitariam uma série de acidentes.

Aos amigos que sei que adoram suas bikes!



quinta-feira, 17 de janeiro de 2013

Esse pai sou eu...

Você vai pra escola... Eu fico pensando em você,
Quando o dia termina e tem alguém te esperando na porta da escola...
Quem te faz rir,
Quem não tem vergonha de fazer nada por você...
Quem não mede esforços,
Quem também comete erros...
Quem faz caretas pra você e dá risadas longas com você...
Quem tem vontade de morrer de rir com você...

Esse pai sou eu...

Fazemos tudo juntos,
Lemos,
Vamos ao teatro,
Passamos o sábado juntos,
Almoçamos juntos,
Damos mais risadas juntos,
Vamos ao parque,
Andamos a esmo,
Andamos de bicicleta,
Ficamos jogados no sofá em um dia frio,
Em um dia quente também se der vontade,
Tomamos banho juntos... Não sei até quando...,

Esse pai sou eu...

Mas esqueço de dar seus remédios...
Esqueço seu horário do xixi...
Não olho sua mochila da escola...
Já tomamos tombo juntos...
Já fomos mordidos por formiga...

Esse pai também sou eu...

Não existe ninguém que a ame mais que eu...
Não existe ninguém que se preocupe mais com você...
Não existe ninguém que pense mais em você...

Esse pai sou eu!
É assim que me sinto, um pai cheio de defeitos mas com o amor mais pleno possível por uma filha.
É assim que eu quero que você saiba que sou, sem frescuras, sem esconder nada, sem fachada de pai durão nem nada.
Somos um do outro pelo tempo que você quiser.
Pelo tempo que você quiser que eu continue sendo esse pai.

domingo, 3 de junho de 2012

A, E, I, eu sou de Jundiaí...

A muito tempo faço parte de grupos de corrida, participo de corridas de revezamento... Mas nunca vi um grupo tão unido e bacana do que a galera de corrida do Clube Jundiaiense.
Este fim-de-semana participei de uma corrida de revezamento de Bertioga à Maresias com esta galera. 
Esta etapa da corrida fomos em 4 equipes. Na etapa do final do ano normalmente vão mais equipes. Mas além das 32 pessoas que correram, normalmente vão amigos que só vão para acompanhar, os que vão fazer de bike conosco dando força e motivando, também vão os que vão zoar, os que vão só pelo churrasco e por ai vai. A turma é imensa e super animada.
Só que a turma não se faz unida e bacana só no dia da prova.
Cada treino é especial, alegre, unido.
Cada treino motivamos um ao outro.
Cada treino conheço alguém.
E não é só nos treinos que conheço gente nova e legal. Este fim-de-semana conheci mais umas 6 pessoas, ao menos. Todas diferentes entre si, todas com profissões diferentes, idades variadas, mas todas com a mesma paixão pelo esporte e pelo compartilhamento de alegrias...todas de Jundiaí.
Depois de 7 horas aproximadamente de corrida, depois de estar cansado, com fome, com frio e aguardando o último da última de nossas equipes chegar, ainda subimos ao pódio para as fotos, todos com suas medalhas de término, todos contentes.
Jundiaí sempre foi um segundo lar para mim e cada dia mais me sinto jundiaiense... A, E, I, eu sou de Jundiaí.
 


terça-feira, 17 de abril de 2012

O mundo está ficando muito chato!

Vocês lembram quando não sabíamos o que era bulling? Quando brincávamos entre nós sem maldade? Quando todos tínhamos apelidos e ninguém se importava? Bons tempos eu acho.
Hoje esses assuntos são levados tão a sério que chega a ser chato. Minha opinião é que quanto mais levamos a sério esses assuntos mais as pessoas ficam traumatizadas.
Estava lendo uma reportagem no jornal falando de discriminação contra um obeso. O rapaz comentava que era dispensado de entrevistas de emprego já na entrada, e segundo ele, em função de ser obeso.
Mas vamos pensar um pouco, dependendo do emprego realmente não dá para contratar uma pessoa maior. Eu tinha uma loja de sapatos e precisava de estoquista. O estoque não cabia nem eu direito. Como vou contratar uma pessoa maior? Simplesmente não dá. Ai eu estou discriminando o gordinho?? E uma vez contratei uma menina maior. Ela não tinha disposição para subir e descer a escada. E não queria subir e descer. E ai? Estou discriminando a gordinha??

Será que não estamos dando atenção demais a esses assuntos?
Não estou falando de discriminação racial ou sexual. Nem da violência física sofrida pelas pessoas por fazerem parte de uma minoria qualquer...
Estou falando do gordinho, do pretinho, do branquelo, do feio, do fresco, sei lá... o que são esses adjetivos senão convenções que nós mesmo criamos??

Se extrapolarmos esses conceitos o gordinho não poderia processar o governo por lançar uma campanha contra obesidade?? E o fumante não poderia ganhar uma fortuna alegando que estão sendo discriminados ou sofrendo bulling pelas fotos que aparecem nas caixas de cigarro??

Agora o lado engraçado. A Luisinha ganhou do meu pai um cd de músicas infantis antigas. Mal sabia ele que esse cd seria motivo de muita gozação. Agora, as músicas vêm com conceitos politicamente corretos...No meio da música uma narradora fala, por exemplo, depois da música do "Atirei o pau no gato", "... olha, não devemos maltratar os animais..." e na música do cravo e da rosa..., "...não devemos brigar com nossos amiguinhos, o cravo brigou com a rosa só de brincadeirinha e não devemos machucar as plantinhas, elas sentem como nós..." .  Ficou muito chato ouvir músicas infantis com esses comentários politicamente corretos. Será que alguém acha mesmo que isso fará mudanças na índole da criança? Por que não mantemos a inocência das coisas como eram antes. Eu e a grande maioria até agora cresceu ouvindo essas músicas inocentemente e não nos tornamos atiradores de paus em gatos e muito menos brigões na escola tentando matar o cravo e a rosa.
Quem vê maldade nas coisas somos nós na maioria das vezes.

A minoria que hoje fazem atrocidades ou que se tornaram violentos ou marginais ainda, provavelmente ouviram as mesmas músicas, mas duvido que tenham sido criados com educação, com limites e com amor. As histórias que vemos dia-a-dia nos provam isso. Não precisamos tirar a inocências das coisas.  

sexta-feira, 23 de março de 2012

Vamos processar nosso lixo?

Lendo uma revista no avião, a Audi Magazine, fiquei chocado com as informações acerca do consumo de energia não sustentável e o desenvolvimento de outras energias, inclusive a transformação do lixo em gás natural. Ora por que usamos tão pouco essa tecnologia? No Brasil só 1% do lixo é processado com esse fim. Na China usam essa tecnologia a 50 anos e no Japão 62% do lixo é processado.Quem quer começar um projeto assim? Isso mesmo, aqui no Brasil? 

quarta-feira, 21 de março de 2012

Carta ao meu pai.


Por que deixamos para expresser nossos sentimentos mais profundos em datas especiais? Você faz 60 anos hoje, mas tenho certeza que poderia escrever uma homenagem parecida por ano, ou sei lá, quando desse vontade.
Mas a data é especial e pronto, melhor fazer agora do que não expressar meu amor também desta forma.
É meio clichê falar que só agora entendo uma série de coisas que ao longo dos anos você fez questão de fazer por mim e comigo. Sou pai a pouco mais de 2 anos e sinto um amor tão incondicional que não consigo pensar no que eu deixaria de fazer pela minha filha por qualquer motivo que fosse.
Pai, lembro perfeitamente quando você largou a faculdade de direito para que eu continuasse o curso pré militar no colégio Martins. Era uma época difícil, mas sem passar necessidade. Eu estudava de manhã e à tarde e a mensalidade era dupla. O sacrifício não rendeu meu sonho, que era de ser piloto de caça, a hereditariedade foi mais forte e a miopia me impediu. Mas segui uma carreira excelente assim mesmo. Me formei técnico na principal escola federal do Rio de Janeiro. Isso me fez ingressar em um emprego excelente. Tudo graças a você. 
Desde cedo tivemos uma relação de amigos muito maior que de pai e filho. Ao ponto de nos chamarmos pelo nome. Aprendi com você que a nomenclatura pai e filho não tinham a menor importância quando nos tratávamos com respeito. Chega a ser estranho escrever pai aqui.
A infância que passei com pais separados não teve a menor importância, mas não que eu não sentisse falta da minha mãe, mas mais por que a sobrecarga de amor e atenção que eu tinha de você superava qualquer ausência pontual.
Sempre brigamos bastante também né, mas vamos combinar que não somos as pessoas mais fáceis de lidar do mundo. Mas agora com mais idade e mais maduro acho que consigo entender bastante do que brigamos. Existe uma força constante de atração entre nós que causa atrito também, é normal, temos muitas rebarbas e essas rebarbas as vezes incomodam.
O tempo também tem nos tornado mais maleáveis e sensíveis. É indescritível quando ligo para você e percebo sua voz enbargar de emoção. Emoção só por estar falando com o filho. Que incrível é isso. Mas acho que sei o que você sente. Eu tenho sentido o mesmo quando estou em uma viagem e ligo para dar boa noite para a Luisa.
Aprendi muita coisa com você, a andar de moto, a girar a colher sempre para o lado direito para mexer as coisas, que os parafusos apertam para a direita e afroxam girando para a esquerda, a educação, a gentileza. Aprendi a ter habilidade manual com as coisas, a consertar coisas, a ser curioso. Coisas simples né, do dia-a-dia, mas quem teria me ensinado isso? Foi importante, claro! Uma série de coisas que tenho dentro de mim e que passarei para a Luisinha vieram desses e de outros ensinamentos simples.
Precisei parar de escrever um pouco. Estou em uma sala de embarque no aeroporto e ficar chorando de emoção aqui não está dentro dos micos que quero pagar hoje.
Essa é uma outra coisa importante que tenho de você pai, a emoção e o coração mole. Tenho me emocionado mais e mais a cada ano, e tenho certeza que tenho isso de você. Nunca lhe vi como um “matcho men” , muito pelo contrário, ao longo dos anos percebi que sua sensibilidade com as coisas fez muito mais diferença para mim do que qualquer ensinamento machista.
Dizem que o homem não vive sem sonhos e um dos que tenho é voltar a tê-lo perto de mim para me ver envelhecer e ver a Luisinha crescer.
Vou encerrar antes que eu pague o mico de chorar dentro do avião.
Mais uma outra coisa. Você fez um trabalho maravilhoso também com a Karina. Me orgulho demais com ela, de onde ela chegou e do esforço dela. Isto tem uma parcela enorme da sua insistência e de seus ensinamentos à ela.
Sou grato a você por ela, por mim, pela Luisa, pela Vó Conceição e por todos que lhe cercam.

Te amo Bento Eustachio! Feliz aniversário.

sábado, 25 de fevereiro de 2012

Uma nova profissão...

É isso ai, descobri o que quero ser quando deixar de crescer, humorista.
Deixa eu explicar a frase acima. Eu não posso falar que descobri o quero ser quando crescer, simplesmente por que já sou crescidinho e também continuo crescendo. Cresce a orelha e o nariz, pra sempre, dizem... Também cresce a barriga, e essa luta nunca acaba...
Então, talvez eu nunca mude de profissão... Mas mesmo assim ainda quero falar.....

Meio tarde eu descobri uma outra forma de assistir TV, ou a programas de TV. O YouTube tem me dado a oportunidade de conhecer muita coisa nova, principalmente comédia. E ai comecei a ver os comediantes Stand-up. Os caras colocam um monte de coisa bacana na web. Os que mais gosto são Os Barbixas e os vídeos da peças Improvável, Jacaré Banguela, Mundo Canibal, Comedy Central, Rafinha Bastos, Leandro Hassum, etc. Estes são os que mais gosto, dos que já vi até agora, mas tem muita coisa boa por ai...

Ai pensei, quero fazer isso também. Só me toquei de uma coisa, precisa saber contar piada ou fazer piada das coisas cotidianas. Precisa ser engraçado também... Ai que eu me ferrei. Não sei contar piada e ser engraçado não depende de eu mesmo me achar, ou da minha mãe achar. Não adianta.
Mas tem uma coisa que acho que gosto demais de fazer. Fazer piada com as coisas cotidianas.
Já contei aqui o caso de quando fui comprar cueca. Aconteceu mesmo e fiquei animado em contar de forma engraçada, é claro.

Acontece todo o dia. E é o que os caras de stand-up comedy fazem. Mas não quer dizer que tudo o que contam é verdade né. Eu ouvi ontem umas do Rogerio Vilela que morri de rir. É a arte de perceber coisas do dia-a-dia e transformar em comédia. Mas também ouvi uma ontem que fiquei preocupado. Se você é stand-up não pode repetir a "piada" de outro... Mas caramba... quantos desses caras já foram comprar cueca e passaram pela mesma situação que eu e resolveram fazer piada com isso também??? Ferrou???

Olha só isso... Estava num restaurante ontem que adoro, o Café da Stock aqui em Jundiaí. Ai enquanto esperava meu almoço estava foleando uma revista, a Mídia Magazine. Já pelas tantas vi uma reportagem falando do café mais caro do mundo. Conhecido como Kopi Luwak ou Café Civeta, o café vem das fezes de um gato que como o fruto do café e caga só o grão do café. Até ai só bizarro né, mas essas coisas exóticas valem alto. Segue a leitura e morri de rir da situação. O gatinho tem umas bactérias e enzimas únicas que, depois de digerir o café e cagar grão, deixa a bebida feita com esse néctar com sabor de uma mistura de chocolate e uva. Traduzindo, o safado do gato come o café, caga o grão com sabor de trufa de uva!!! Que P#%& é essa??? Fiquei com nojo de comer trufa agora... nunca mais. Vou sempre pensar no gatinho que gosta de café e vai pra sua caixinha de areia cagar um cafezinho expresso trufado... Gato barista agora... Tá vendo, é engraçado... pelo menos para mim...

Ahh, outra coisa, veja graça nas coisas e seja mais feliz!